O PPGLitCult (Programa de Pós-Graduação em Literatura e Cultura da UFBA) jundo com o Depto. de Letras Românicas e com o apoio do PET-Letras/UFBA promovem mais um Prosa Crítica.
Cinquenta tons de cinza ( Fifty Shades of Grey , no original) é um romance inglês, escrito por Erika Leonard James e publicado em 2011. A obra é considerada um bestseller e já vendeu mais de dez milhões de cópias nas seis primeiras semanas após o lançamento, disputando com grandes sucessos de público como Harry Potter e O código da Vinci . O livro explora como tema as aventuras sexuais de Anastasia Steele, estudante de 21 anos e virgem. Após realizar uma entrevista para a faculdade com o grande empresário Christian Grey, vê-se envolvida em um relacionamento avassalador, baseado em relações de poder, machismo e requintes de fantasia ao estilo Sabrina [1] . A problematização a ser proposta neste texto é: Qual o motivo de tamanho sucesso, particularmente no Brasil, de uma obra rasa, composta de acontecimentos muitas vezes deturpados do ponto de vista das lutas para a equiparação de direitos entre gêneros? No desenrolar da trama, descobre-se que Grey é adepto de práticas do sadomasoqui...
Por Cely Pereira [...] A noite não adormecerá jamais nos olhos das fêmeas pois do nosso sangue-mulher de nosso líquido lembradiço em cada gota que jorra um fio invisível e tônico pacientemente cose a rede. (EVARISTO, Conceição. Cadernos Negros, v. 19) Abro esse escrito com um questionamento dado por Audre Lorde em seu texto “A transformação do silêncio em linguagem e ação”: “Que palavras ainda lhes faltam? O que necessitam dizer? Que tiranias vocês engolem cada dia e tentam torná-las suas, até asfixiar-se e morrer por elas, sempre em silêncio?”. Ser escritora negra no Brasil é um desafio. Tanto por ser mulher, tanto por ser negra. Esses recortes que são historicamente silenciados e negligenciados, hoje, são de extrema potência para as produções e funcionamentos das engrenagens da sociedade. Não só hoje, como sempre! As mulheres negras foram e são protagonistas de suas histórias desde sempre! Verbalizar as angústias, os medos, os receios e os desejos é um ato polític...
Hilário Zeferino Laércio Morais Com a fundamentação da linguística, houve uma colaboração indireta para teorias relacionadas à tradução. O objeto de estudo da linguística estruturalista, langue, é proposto por Saussure (1916) como o produto social depositado no cérebro de cada um. O conceito de língua é o pressuposto mínimo para a compreensão do processo de tradução. Ele elucida que o linguista está obrigado a conhecer o maior número possível de línguas a fim de estabelecer comparações para se descobrir o que há de universal nelas. A importância do conhecimento de outras línguas reflete-se também na tradução, já que Mounin afirma que, “[...] pelo menos desde Schleicher, é possível traduzir porque é possível aprender uma língua estrangeira, e é possível aprender uma língua estrangeira porque [ou, visto como] foi possível aprender uma língua primeira” (1975, p. 168 apud OTTONI, 1997, p. 136). Do ponto de vista de Ottoni (1997, p. 133), “A ciência linguística parte da postura do tradutor ...
Comentários
Postar um comentário