C onsidera-se o ano de 1878, a partir da publicação do prefácio da revista Morphologischen Untersuchungen , escrito por Hermann Ostoff e Karl Brugmann, como o início do movimento neogramático. Um dos seus principais representantes foi Hermann Paul, responsável por publicar o Prinzipier der Sprachgeschichte (1880), também conhecido como manual dos neogramáticos. (MATTOS E SILVA, 2008) A teoria neogramática possuía como principal postulado o de que as mudanças sonoras ocorriam através de um processo regular, as chamadas leis fonéticas. Outro conceito muito difundido nessa teoria é o da analogia, considerado capaz de impedir o funcionamento das leis fonéticas, uma vez que considerava que a mente humana podia interferir na mudança linguística, contrariando o padrão regular acima mencionado. É importante deixar claro que essa teoria já se encontra bastante defasada por se pautar em algumas bases consideradas obsoletas, como as que veremos a seguir, e pelo avanço concernente às teorias que ...
Cinquenta tons de cinza ( Fifty Shades of Grey , no original) é um romance inglês, escrito por Erika Leonard James e publicado em 2011. A obra é considerada um bestseller e já vendeu mais de dez milhões de cópias nas seis primeiras semanas após o lançamento, disputando com grandes sucessos de público como Harry Potter e O código da Vinci . O livro explora como tema as aventuras sexuais de Anastasia Steele, estudante de 21 anos e virgem. Após realizar uma entrevista para a faculdade com o grande empresário Christian Grey, vê-se envolvida em um relacionamento avassalador, baseado em relações de poder, machismo e requintes de fantasia ao estilo Sabrina [1] . A problematização a ser proposta neste texto é: Qual o motivo de tamanho sucesso, particularmente no Brasil, de uma obra rasa, composta de acontecimentos muitas vezes deturpados do ponto de vista das lutas para a equiparação de direitos entre gêneros? No desenrolar da trama, descobre-se que Grey é adepto de práticas do sadomasoqui...
Alanne Maria[1] bell hooks, em seu livro All about Love, traz uma constatação, no mínimo, inquietante: nós não sabemos amar. Referências escassas de amor verdadeiro, orientações para esconder os afetos e desejo por poder nas relações criaram, sobretudo para os homens pretos, a impossibilidade de amar nas suas nuances mais cruas, cotidianas, verdadeiras. Segundo a autora, provavelmente morreremos sem ter vivido uma experiência digna do amar. Em todas as relações possíveis, sejam elas de amizade, trabalho, familiares e românticas. No entanto, a impossibilidade de amar e viver o amor está diretamente relacionada com uma estrutura racista, patriarcal e classista. Tanto que para amar e conhecer o “amar perfeito” é preciso renunciar o desejo de poder, mas como se esquivar do seu uso quando uma sociedade funciona através dele? Como se render ao amor quando não possuímos exemplos de relações pautadas. O Programa de Educação Tutorial (PET) funciona através da tutoria. Segundo o Manual ...
Comentários
Postar um comentário